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BRASÍLIA - A queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na pesquisa CNT/Sensus divulgada hoje, pode ser atribuída a uma combinação de fatores políticos e de gestão. Mostra que a popularidade recorde de Lula não é invulnerável, principalmente quando ele se alia a causas impopulares, como a defesa que fez do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A pesquisa apontou que a aprovação ao governo caiu de 69,8% em maio para 65,4%, o menor patamar desde setembro de 2008 (68,8%). E a aprovação do desempenho pessoal de Lula recuou de 81,5% para 76,8%, diferença maior do que a margem de erro de 3 pontos percentuais da pesquisa. Fica claro que a população está muito mais atenta à gestão de Lula, principalmente nas questões que afetam seu dia a dia, do que o Palácio do Planalto imagina. A questão da gripe suína deixou isso claro, com a desaprovação da população sobre a condução que o governo deu ao assunto. Em números absolutos, o vírus H1N1 matou mais gente no Brasil, que é o último de uma lista de 40 países que reforçaram seus estoques com o medicamento Tamiflu.. Pela pesquisa, embora a maioria (51,5%) dos entrevistados ache que o governo está fazendo o que pode, uma parcela elevada (41,4%) acredita que as ações governamentais para reduzir a pandemia estão inadequadas. Embora a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) não tenha encomendado nenhuma pergunta sobre a crise no Senado, o diretor do Instituto Sensus que conduziu a pesquisa, Ricardo Guedes, citou as denúncias como uma das causas para o recuo de popularidade de Lula. Guedes argumentou que Lula abraçou a causa de Sarney, mudando seu discurso habitual ao chamar " crises institucionais para si". (Azelma Rodrigues Valor Online e Raymundo Costa Valor Econômico)
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